
PROJETO ABEL
Capítulo 1
Caça e Caçador
Local: Grande Feira Hora: 3: 30 am Situação: Caçado!
Abel corre há muito tempo. Abel ofegante a mais de 2 horas. A chuva engrossou há pouco. As vielas estreitas e escuras da grande feira fedem a mijo. De canto de olho... Um cadáver! Na esquina. Abel para... ”5 metros?”... ”Sim!”. O Porco lhe perseguira por meia cidade, parar agora, ainda que por segundos, seria fatal... Mas aquele corpo... “Algo de familiar nele”. Um passo e um metro a menos, outro passo e menos um... Revela-se a silhueta. Um preto! Abel nunca o havia visto... Sem tempo! Um estampido. Algo quente... Sangue! Escorrendo pelas costas. ”Maldito Chefe Porco, mais rápido do que nunca”. Abel volta a correr, mas sabe que agora é uma questão de tempo. Sabe que o sangue o irá denunciar nem adiantando estancar, basta o odor para os cães... Caído de joelhos, Abel improvisa um torniquete com um pedaço da camisa. A poça de sangue atrasará aos cães. Os malditos vão tomar um “Drink” antes de acabar com Abel.O pretinho...agora Abel, ”As vielas da Grande Feira tornarão em cemitério findado esta noite”. Abel dobra uma esquina e despenca num dos incontáveis vãos do local. ”Escuro o suficiente”. Mas Abel sabe que algo que não pode ser visto pode ser sentido... ”HN”... Pensara como caçador e não como caça pela primeira vez este dia. Fazia tempo Abel não vivia como caça. Parecia ter esquecido outrora ter sido caçado como hoje. ”Mentira Suculenta”. Quem é caça nunca se esquece!Não esquece das lágrimas, do corpo dolorido, o anus ensangüentado... E como caça sabia que os cães iriam achá-lo. Só um milagre o salvaria. Mas Abel não conhecia o significado desta palavra... ”Uivo”... ”São três”... Intimamente Abel até os admirava. Assassinos cruéis, instintivos... Portando seus velhos trinta e oito cobreados, uniformes surrados de tom marrom... Famintos. Atacam suas vítimas como bons pedaços de carne que são. Nem adianta a caça argumentar. Os cães atacam sem piedade!Na jugular, tingindo-se de um vermelho ralo. Só depois olham os documentos da caça. Usam notas velhas de um ou dois reais para limpar os coturnos (uma mania estúpida do Chefe Porco que exige as “butinas” limpas). Ainda levam sobras para suas crias e fêmeas que vivem cativas em subúrbios do Pedaço do Inferno. ”Pena”. Sentiria Abel se de outro barro fosse moldado. Este sentir é fraqueza. E fraqueza é tudo o que os malditos querem esquadrinhar agora... A fraqueza de Abel... ”Não Há de ser tão fácil”. Não deixará que seja assim. Não será sua carcaça que o Porco exibirá amarrada no pára-choque da viatura pelas ruelas do Pedaço do Inferno, até deixar a cabeça oca no Gabinete do Anhanguera como um troféu. ”HN”... ”Que cheiro é este?”... Perfume vagabundo de Puta... ”Mas quem?”... (Ela surge)...Continua...
Capítulo 1
Caça e Caçador
Local: Grande Feira Hora: 3: 30 am Situação: Caçado!
Abel corre há muito tempo. Abel ofegante a mais de 2 horas. A chuva engrossou há pouco. As vielas estreitas e escuras da grande feira fedem a mijo. De canto de olho... Um cadáver! Na esquina. Abel para... ”5 metros?”... ”Sim!”. O Porco lhe perseguira por meia cidade, parar agora, ainda que por segundos, seria fatal... Mas aquele corpo... “Algo de familiar nele”. Um passo e um metro a menos, outro passo e menos um... Revela-se a silhueta. Um preto! Abel nunca o havia visto... Sem tempo! Um estampido. Algo quente... Sangue! Escorrendo pelas costas. ”Maldito Chefe Porco, mais rápido do que nunca”. Abel volta a correr, mas sabe que agora é uma questão de tempo. Sabe que o sangue o irá denunciar nem adiantando estancar, basta o odor para os cães... Caído de joelhos, Abel improvisa um torniquete com um pedaço da camisa. A poça de sangue atrasará aos cães. Os malditos vão tomar um “Drink” antes de acabar com Abel.O pretinho...agora Abel, ”As vielas da Grande Feira tornarão em cemitério findado esta noite”. Abel dobra uma esquina e despenca num dos incontáveis vãos do local. ”Escuro o suficiente”. Mas Abel sabe que algo que não pode ser visto pode ser sentido... ”HN”... Pensara como caçador e não como caça pela primeira vez este dia. Fazia tempo Abel não vivia como caça. Parecia ter esquecido outrora ter sido caçado como hoje. ”Mentira Suculenta”. Quem é caça nunca se esquece!Não esquece das lágrimas, do corpo dolorido, o anus ensangüentado... E como caça sabia que os cães iriam achá-lo. Só um milagre o salvaria. Mas Abel não conhecia o significado desta palavra... ”Uivo”... ”São três”... Intimamente Abel até os admirava. Assassinos cruéis, instintivos... Portando seus velhos trinta e oito cobreados, uniformes surrados de tom marrom... Famintos. Atacam suas vítimas como bons pedaços de carne que são. Nem adianta a caça argumentar. Os cães atacam sem piedade!Na jugular, tingindo-se de um vermelho ralo. Só depois olham os documentos da caça. Usam notas velhas de um ou dois reais para limpar os coturnos (uma mania estúpida do Chefe Porco que exige as “butinas” limpas). Ainda levam sobras para suas crias e fêmeas que vivem cativas em subúrbios do Pedaço do Inferno. ”Pena”. Sentiria Abel se de outro barro fosse moldado. Este sentir é fraqueza. E fraqueza é tudo o que os malditos querem esquadrinhar agora... A fraqueza de Abel... ”Não Há de ser tão fácil”. Não deixará que seja assim. Não será sua carcaça que o Porco exibirá amarrada no pára-choque da viatura pelas ruelas do Pedaço do Inferno, até deixar a cabeça oca no Gabinete do Anhanguera como um troféu. ”HN”... ”Que cheiro é este?”... Perfume vagabundo de Puta... ”Mas quem?”... (Ela surge)...Continua...
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