
PROJETO ABEL
CAPÍTULO 3
Lugar Comum
Local: Refúgio Hora: 12: 00 Situação: Avaliando
Abel questiona. Por que e para que tudo isto? Sentado em banco velho e estreito,
Tateia o livro em braile. Mal lê com as pontas dos dedos... As feridas vão se curando tão velozmente quanto o raciocínio o empurra para o abismo. “Porque”? Mas sua pergunta muda reverbera solitária nas paredes úmidas do velho refúgio. Nem os heróis das capas de revistas em quadrinho, coladas pelos cantos, ousam responder a Abel. Sua jornada é solitária e cada vez mais enigmaticamente triste... Abel concentra energia no som involuntário que sai de sua barriga faminta. “Hn”... Abel é semelhante aos animais do pedaço do inferno. Todos sob o julgo do preconceito/descrença do resto dos monstros de paletó. Enquanto Abel e os animais que defende, se esgueiram no “lugar comum”, outros mais abonados têm a sorte de viver aliados as benesses e oportunidades. “Sorte”? Abel sabe que não é tratar de sorte esta questão. Sabe Abel que os asseclas e afilhados do Velho Demônio transitam em outra realidade, um outro mundo provido de colorido, bem diferente do limbo espectral que é o seu pedaço de inferno. É fácil para os bichos Grilos-Engravatados dos muros e grades de seus protegidos burgos, depreciarem os desprovidos defendidos por Abel. Porque mesmo tudo isso Abel? Por quê? Talvez para que um dia o mundo de arco-íris e o de pretos sujos, em amálgama, torne em um meio termo, um meio tom aquarelado. Quereria Abel acreditar nisso. Quereria que teus pés não estivessem envoltos em tanta merda suja e fedorenta. Quereria Abel não sentir que suas ações são como morphina a um ainda incrédulo defunto.
CAPÍTULO 3
Lugar Comum
Local: Refúgio Hora: 12: 00 Situação: Avaliando
Abel questiona. Por que e para que tudo isto? Sentado em banco velho e estreito,
Tateia o livro em braile. Mal lê com as pontas dos dedos... As feridas vão se curando tão velozmente quanto o raciocínio o empurra para o abismo. “Porque”? Mas sua pergunta muda reverbera solitária nas paredes úmidas do velho refúgio. Nem os heróis das capas de revistas em quadrinho, coladas pelos cantos, ousam responder a Abel. Sua jornada é solitária e cada vez mais enigmaticamente triste... Abel concentra energia no som involuntário que sai de sua barriga faminta. “Hn”... Abel é semelhante aos animais do pedaço do inferno. Todos sob o julgo do preconceito/descrença do resto dos monstros de paletó. Enquanto Abel e os animais que defende, se esgueiram no “lugar comum”, outros mais abonados têm a sorte de viver aliados as benesses e oportunidades. “Sorte”? Abel sabe que não é tratar de sorte esta questão. Sabe Abel que os asseclas e afilhados do Velho Demônio transitam em outra realidade, um outro mundo provido de colorido, bem diferente do limbo espectral que é o seu pedaço de inferno. É fácil para os bichos Grilos-Engravatados dos muros e grades de seus protegidos burgos, depreciarem os desprovidos defendidos por Abel. Porque mesmo tudo isso Abel? Por quê? Talvez para que um dia o mundo de arco-íris e o de pretos sujos, em amálgama, torne em um meio termo, um meio tom aquarelado. Quereria Abel acreditar nisso. Quereria que teus pés não estivessem envoltos em tanta merda suja e fedorenta. Quereria Abel não sentir que suas ações são como morphina a um ainda incrédulo defunto.
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